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quinta-feira, 18 de março de 2010
Devassa Com Moderação
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Fiat Mio e a Publicidade 2.0

sábado, 19 de abril de 2008
Conceitos que (Não) Refletem a Realidade
No texto, o meu amigo blogueiro analisa o novo posicionamento da TAM e o esforço feito pela direção da empresa em despertar o interesse dos funcionários e prepará-los para a nova postura que a empresa deverá seguir. A resposta dos clientes foi de certa forma avaliada através da comunidade da TAM no orkut. “Paixão por voar e servir”, o novo posicionamento, parece que foi bem recebido, principalmente pela inclusão dos funcionários na campanha que aparecem nas peças de comunicação “assinando” o compromisso em servir. De negativo ficou a aparente frustração quanto às alterações prometidas que se apresentaram pouco inovadoras.
Não sou cliente da TAM e não conheço o serviço prestado em detalhes. Sendo assim não tenho como avaliar se o novo posicionamento é compatível. Mas em termos gráficos gostei da solução. A gaivota é um elemento interessante e já está sendo usada como grafismo nas peças da empresa. Considero também que a nova marca resolveu um problema da anterior. Além de não ser algo expressivo, o logotipo antigo se parecia muito com o da empresa aérea TWA. Apesar da marca da empresa estadunidense não estar mais presente no mercado depois da aquisição pela American Airlines, a semelhança tornava o logotipo da TAM comum.
O mercado aéreo brasileiro tem se mostrado agitado pelo menos quanto às ações de marketing e comunicação. No final do ano passado a Varig apresentou sua nova identidade, depois de ser adquirida pela Gol. Agora a TAM apresenta seu novo posicionamento. E ainda este ano uma nova companhia chega para acirrar a competição. A JetBlue vai entrar no mercado, mas com um outro nome. Inclusive ele será escolhido através de uma votação na internet. No site www.voceescolhe.com.br , o internauta é convidado a participar da escolha do nome da nova empresa em uma relação pré-definida: abraço, azul, céu, nossa, samba, alegria, brasileira, mais, pátria e viva. Pelos nomes selecionados nota-se que a nova empresa quer se apresentar como brasileira, sem relações diretas com a JetBlue. Os aviões a serem utilizados também serão brasileiros: os EMB-195 da Embraer. As notícias divulgadas dão a entender que deverá ser uma empresa aérea de baixo custo, com serviços mais enxutos, e que voará em rotas mal atendidas pelas concorrentes.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Entre a Razão e a Emoção
Este provavelmente será o último post de 2007, então aproveito para falar de três livros que li ou reli este ano. A leitura desses livros me levou a traçar um paralelo quanto ao que eles abordavam. “Design Gráfico Cambiante”, “Razão e Sensibilidade no Texto Publicitário” e “Lovemarks” tratam de certa forma do choque entre razão e emoção, seja no design, na publicidade ou no marketing.“Lovemarks” propõe um consumo além da razão. A relação entre produto e consumidor deveria ser ampliada de forma que a escolha de uma marca não fosse mais racional. As escolhas deveriam ser mais pelas emoções provocadas pelo uso de um produto ou serviço do que pelas necessidades que ele sacia. Se formos consultar o código de defesa do consumidor brasileiro provavelmente encontraremos respaldo para questionar esta forma de consumo. Além disso “Lovemarks” peca por não ter embasamento acadêmico e não analisa o impacto negativo do que propõe. Apesar disso, seu autor, Kevin Roberts, traz questões interessantes como pensar melhor a experiência do consumidor com o produto e o valor simbólico que todo objeto tem para o consumidor. Mas isso deveria ser tratado com mais cuidado.
“Razão e Sensibilidade no Texto Publicitário” já é um texto mais acadêmico. João Anzanello Carrascoza, autor do livro, é professor em faculdades de comunicação, mas também tem a experiência no mundo profissional como redator publicitário. Nesse livro, nos é apresentado dois tipos de textos publicitários: o apolíneo e o dionisíaco. O primeiro é típico do início da publicidade, mas ainda muito utilizado. Suas características são a objetividade e o apelo racional. O texto apolíneo descreve o produto e suas funcionalidades. Já o segundo é um texto mais emotivo que envolve o leitor e conta uma história. Mas o autor não fica paralisado nessa dicotomia. Ele analisa e demonstra que existe uma forma amalgama desses dois tipos de texto. Um tipo de texto misto, que pode ser hora sedutor e emotivo, hora racional e objetivo. Além disso, Carrascoza não é maniqueísta, afirma que não existe um tipo de texto melhor do que outro. Na verdade existem situações ideais para uso de um ou outro tipo de texto.
Por fim, “Design Gráfico Cambiante” tem mais semelhanças com “Razão e Sensibilidade” do que com “Lovemarks”. Seu autor, Rodnei Kropp, também é um acadêmico com passagens pela iniciativa privada que propõe uma analise nada maniqueísta dos dois tipos de design gráfico que ele apresenta. O texto também prima pela descrição histórica do design gráfico do século XIX até o XXI. Primeiramente ele apresenta o Design Gráfico Moderno com seu apelo pelo funcional e a busca por teorias que o dê suporte. Depois Kropp descreve um outro tipo de design, pós-moderno. Um design que quebra as teorias e os padrões da alta-modernidade, cheio de ruídos e de desordem. Mas assim como em “Razão e Sensibilidade”, o autor propõe a existência de um design mutante, pós-moderno algumas vezes, moderno em outras. É o Design Gráfico Cambiante que varia sua forma e conteúdo conforme as necessidades.
Ao ler esses livros senti um pouco o espírito de nossa época. Seja no design gráfico, no marketing ou na publicidade, estamos à procura de formas mutantes, funcionais quando devem ser, emotivas e expressivas quando forem necessárias. Não sei afirmar se o pós-moderno já passou, mas ele já deixou marcas. Mas as outras marcas, da padronização e do respaldo acadêmico do modernismo também não foram totalmente apagadas. Vamos então em busca do caminho do meio, uma emoção que não seja irracional e nem manipuladora, uma razão que não seja chata e nem cansativa.
E feliz 2008!
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Heranças do Funcionalismo
Nesta semana a Varig lança sua nova identidade corporativa desenvolvida pela agência DM9DDB. A empresa busca rejuvenescer a marca e aliviar o mal-estar provocado pela época de declínio que viveu a companhia. Esse lançamento é algo bastante oportuno para discutir alguns pontos positivos trazidos pelo Design Funcionalista do início do século passado. Atualmente, essa vertente vem perdendo espaço para uma estética pós-moderna que derruba alguns fundamentos promovidos pela turma da Bauhaus, De Stijl e Construtivistas.
O Funcionalismo propiciou bases estruturais para as artes visuais aplicadas, trazendo fundamentos teóricos e padrões técnicos. A busca pela funcionalidade e viabilidade técnica aproximou ainda mais o design da indústria, viabilizando a produção em escala e economia. Atualmente, essa vertente é vista como excessivamente rígida e seus paradigmas como tabus a serem quebrados. Tudo isso é muito normal em uma época pós-moderna, onde teorias acadêmicas são questionadas. Porém a importância do funcionalismo não pode ser negada. As identidades corporativas são bons exemplos da aplicação de seus ideais. Os fundamentos dessas identidades vêm justamente da padronização e os primeiros “cases” são do período incial do funcionalismo, de profissionais que bebiam dessa fonte. Reconheço esse legado nos meus próprios trabalhos de identidade, claro que de maneira reduzida devido ao tamanho das empresas que atendo.
Aproveito essa reflexão para indicar um livro que analisa o debate entre funcionalismo e o design mais “decorativo”. “Design Gráfico Cambiante”, de Rudinei Kopp, discute a atual produção do design gráfico, que ao mesmo tempo reflete referências e ruídos do mundo de hoje e as heranças e fundamentos do funcionalismo.



